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28 de jul. de 2024

Tradicional Festa Literária de Boqueirão começa na quarta (7) e encerra no sábado (10)


A homenagem deste ano é para a vida e a obra do poeta gaúcho Lau Siqueira.

Mais uma edição de um dos eventos literários pioneiros no Estado está em andamento. A

partir da quarta-feira (7), a 14ª Festa Literária de Boqueirão (Flibo) inicia na Cidade das Águas

e segue até o sábado (10). Com o tema "Entre rimas e utopias, nasce a poesia", a Associação

Boqueirãoense de Escritores (Abes) homenageará a vida e obra do poeta gaúcho Lau Siqueira.

Tradicionalmente, a Flibo começa na quarta-feira pela manhã com uma linda Marcha Literária

com alunos e professores desfilando acompanhados das bandas marciais, percorrendo as

principais ruas da cidade. Na programação da Festa Literária deste ano, Saraus Poéticos,

Palestras Literárias, Contação de História, Música na Praça, Feira de Livros e Artesanato, além de teatro, dança, Flibinho e oficinas direcionadas à comunidade escolar da cidade de Boqueirão.

Como um dos primeiros eventos literários da Paraíba, a Festa Literária de Boqueirão já é

tradição no Estado. Para uma das coordenadoras do evento, Mirtes Waleska Sulpino, é uma satisfação realizar esse evento por mais de uma década. Superar os desafios para a realização em grande estilo, como sempre é feita a Flibo, é uma marca da Abes, que é formada em sua maioria por mulheres e professoras do município.

“Nós primamos pelas atrações culturais do evento, mas debatemos muito a literatura e a

leitura de uma forma geral. Levamos os autores para a Praça e para as escolas onde eles possam interagir diretamente com os leitores e com os projetos desenvolvidos pelos professores durante o ano letivo. E nada mais democrático do que a praça para congregarmos num só evento as várias manifestações artísticas e culturais presentes na programação da Flibo”, comentou.

A programação deste ano terá quatro shows, um deles, no sábado, será da cantora Gitana

Pimentel. Além de música, haverá outras atividades na Praça, como oficinas para crianças, palestras e bate-papos literários. Confira a programação completa aqui.

Acompanhe as informações, incluindo os cards com os shows e oficineiros, do evento pelo perfil do Instagram: https://www.instagram.com/fliboparaiba.

*Homenagens Flibo*

Há 14 anos, a Flibo homenageia mulheres e homens das letras ou professores e professoras atuantes no Estado da Paraíba. O poeta homenageado deste ano, Lau Siqueira, é na verdade Laureci Siqueira, que nasceu em Jaguarão, fronteira leste do Rio Grande do Sul, no dia 21 de março de 1957. Ele começou a escrever poesia aos 13 anos de idade, inicialmente influenciado por um autor infanto-juvenil chamado Sérgio Antônio Raupp.

Suas primeiras publicações aconteceram nas colunas literárias do Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, nos anos 70. Mas o primeiro livro foi “O Comício das Veias”, publicado em 1993 e contava com poemas dele e contos de Joana Belarmino. Escreveu também “O Guardador de Sorrisos (1998), pela Editora Trema. Este livro recebeu o prêmio “Dom Quixote”, do Jornal O Capital, de Aracaju. Em 2000 escreveu “Sem Meias Palavras”. Em 1985, Lau veio morar na Paraíba, onde tem duas filhas, Mariana e Mayra.

Atualmente, ele publica sua poesia em diversos suplementos, revistas e jornais espalhados pelo país, como O CApital, de Aracaju-SE; A Cigarra, de Santo André-SP; Telescópio, de Araçatuba-SP, Revista Blocos (RJ), Garatuja, de Bento Gonçalves, RS; Correio do Sul, de Varginha-MG (coluna do Zanoto) e muitos outros.

O poeta também tem textos no site do Soares Feitosa (Jornal de Poesia), do Cláudio Alex e da Tânia Regina (Mar de Poesia Diária), da Aninha Pozza (Castelo dos Sonhos), entre outros. E algumas antologias, como a “Mário Quintana 1985”, publicada pelo Instituto Estadual do Livro do RS, Antologia da Poesia Paraibana Contemporânea, publicada pela Idéia Editora e pelo Sebo Cultural.

Em 2011, Lau Siqueira lançou o livro ”Poesia sem pele” pela Editora Casa Verde. Ele também

tem atuação na produção cultural e já foi secretário de Cultura da Paraíba.

Para esta edição, a Flibo conta com patrocínio da Lei de Incentivo Cultural Paulo Gustavo (LPG), por meio do Ministério da Cultura e Governo do Estado da Paraíba, além da parceria da Prefeitura Municipal de Boqueirão, principalmente por meio das secretarias de Turismo e Educação, da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC) e do comércio da cidade de Boqueirão.


*Assessoria de Imprensa*: Valdívia Costa (83 98644-5303)

8 de jul. de 2024

Poeta Lau Siqueira é o homenageado da 14ª edição da Festa Literária de Boqueirão (FLIBO)

Com o tema "Entre rimas e utopia, nasce a poesia", a Associação Boqueirãoense de Escritores anuncia a sua 14ª edição da FLIBO, que acontecerá de 7 a 10 de agosto.

Na programação Saraus Poéticos, Palestras Literárias, Contação de História, Música na Praça, Feira de Livros e Artesanato, Teatro, Dança, Flibinho e oficinas direcionadas à comunidade escolar da cidade de Boqueirão. Tradicionalmente a FLIBO começa na quarta-feira pela manhã com a Marcha Literária percorrendo as principais ruas da cidade, onde alunos e professores desfilam acompanhados das bandas marciais.

A Festa Literária que já é tradição no estado da Paraíba, celebra a vida e obra do poeta gaúcho Lau Siqueira. 

Foto e biografia (https://paraibacriativa.com.br/artista/lau-siqueira/)

Laureci Siqueira, conhecido como Lau Siqueira, nasceu em Jaguarão, fronteira leste do Rio Grande do Sul, no dia 21 de março de 1957.  Começou a escrever poesia aos treze anos de idade, inicialmente influenciado por um autor infanto-juvenil chamado Sérgio Antônio Raupp.

Suas primeiras publicações aconteceram nas colunas literárias  do Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, nos anos 70.

Em 1985 Lau se apaixona por uma pernambucana e vem morar na Paraíba, onde tem  duas filhas, Mariana e Mayra.

Em entrevista para Rodrigo Souza Leão, no Jornal da Poesia, Lau fala:

“ Fiz muito folheto mimiografado, viajei por aí, de carona, levando a minha poesia.”

Hoje, Lau Siqueira publica sua poesia em diversos suplementos, revistas e jornais espalhados pelo país, como O CApital, de Aracaju-SE; A Cigarra, de Santo André-SP; Telescópio, de Araçatuba-SP, Revista Blocos (RJ), Garatuja, de Bento Gonçalves, RS; Correio do Sul, de Varginha-MG (coluna do Zanoto) e muitos outros.

Sua poesia também pode ser encontrada na internet, no site do Soares Feitosa (Jornal de Poesia), do Cláudio Alex e da Tânia Regina (Mar de Poesia Diária), da Aninha Pozza (Castelo dos Sonhos), entre outros.

O escritor também tem poemas em algumas antologias, como a “Mário Quintana 1985, publicada pelo Instituto Estadual do Livro do RS, Antologia da Poesia Paraibana Contemporânea, publicada pela Idéia Editora e pelo Sebo Cultural, mais recentemente, tive dois poemas incluídos na Antologia Mar de Poesia, publicado pela Editora MPD, SP.

Participou das antologias Mário Quintana – 1985, Na Virada do Século – Poesia de Invenção no Brasil(Landy, 2002) e Agendas da Tribo.

Seu primeiro livro foi “O Comício das Veias”, publicado em 1993 e contava com poemas dele e contos de Joana Belarmino. Escreveu também “O Guardador de Sorrisos (1998), seu primeiro livro individual, pela Editora Trema. Este livro recebeu o prêmio “Dom Quixote”, do Jornal O Capital, de Aracaju. Em 2000 escreveu “Sem Meias Palavras ”.  Em 2011 lançou o livro ” Poesia sem pele” pela Editora Casa Verde.

Noite de celebração dos 15 anos da ABES com lançamento do livro "O gato de Bernardo" da escritora Magna Vanuza

Em comemoração aos 15 anos da Associação, foi realizado na Praça da ABES, Sarau Poético Musical com a participação de poetas e do músico Moizés Cosme, além do lançamento do livro da escritora Magna Vanuza "O gato de Bernardo".


Sinopse do Livro "O Gato de Bernardo" (Editora Papel da Palavra)

O Gato do Bernardo tinha um truque secreto que o tornava especial e lhe dava poderes para superar qualquer obstáculo. Mestre em cochilos profundos, que truque tinha esse gatinho?


Associação Boqueirãoense de Escritores completa 15 anos sendo reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da "Cidade das Águas"


Aconteceu no dia 07/03/2024, na Câmara Municipal de Vereadores na cidade de Boqueirão, Sessão Solene em homenagem aos 15 anos de fundação da ABES.

Na ocasião, a Associação Boqueirãoense de Escritores foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade de Boqueirão (propositura do Vereador Josinaldo Porto) pelos serviços prestados no desenvolvimento cultural e social aos cidadãos boqueirãoenses e em prol do livro, da leitura e da literatura.

Estiveram presentes professores, alunos, escritores e ainda o Prefeito Marcos Freitas e a vereadora Naldete Ramos.

12 de mar. de 2024

Escritor Maxwell F. Dantas e seu livro de poesia "A arte do nevoeiro indelével"

 


“Os versos do poeta Maxwell buscam a tempestade e riem da flecha no ar, como escrevera Charles Baudelaire. Ou melhor, transcrevem a ironia da instabilidade do mundo e de suas coisas transitórias, bem como da intangibilidade da percepção de si e do outro, perseguida por nós como tentativa de nos agarrarmos a algo que não nos deixe descer ao Maelström”. 

Kleber Gomes de Brito, professor

“Destaco que o considero um poeta visceral, conduzindo com maestria o intangível das palavras. Transformando o cotidiano em verso e poesia. [...] Mergulhemos, pois, nas páginas desse livro. Encontrando por vezes um poeta que rege a orquestra, esculpindo em transe sua poesia, ou ainda um poeta andarilho, observando o verde-cinza da paisagem, tecendo suas memórias “de uma velha criança ferida, levemente cansada do esforço de sonhar”.

Mirtes Waleska Sulpino, professora e escritora

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Fotos do Lançamento do Livro na 13ª Edição da FLIBO








25 de set. de 2023

A hora da FLIBO, por Lau Siqueira

Lau Siqueira (Imagem: Polêmica Paraíba)

Entre os dias 20 e 23 de setembro acontecerá a décima terceira edição da FLIBO – Festa Literária de Boqueirão, no coração do Cariri paraibano. Região que já revelou talentos imensos ao Brasil, como o poeta Pinto do Monteiro que dizia: “poeta é o que tira de onde não tem e põe onde não cabe”. Ainda não vi uma definição melhor para a essa estranha mania de colocar as palavras na moenda para extrair versos.

A FLIBO faz parte de uma rota cultural muito ativa em nosso país, a rota das feiras literárias. A Paraíba entrou no embalo e já produziu várias feiras importantes e continua produzindo. Cidades mínimas, muitas vezes se destacam pelo trabalho saído dos ambientes escolares para enaltecer a produção literária regional e nacional. Grandes nomes da literatura brasileira já passaram pela FLIBO, a exemplo de Ariano Suassuna, Bráulio Tavares, Maria Valéria Rezende e outros.

Boqueirão deveria ser pesquisada por entidades como o Instituto Pró-Livro que realiza periodicamente a pesquisa Retratos da leitura no Brasil. Quem acompanhou esse movimento em Boqueirão desde o seu nascedouro, pode testemunhar mesmo ainda sem fonte de dados oficiais, alguns impactos evidentes deste evento. Numa cidade com pouco mais de 17 mil habitantes a FLIBO impacta na economia, na cultura e na educação diretamente. Não apenas na cidade, mas na região e no estado.

Lembro de conversar com um jovem na feira de livros da FLIBO anos atrás e ele me dizia da forma entusiasmada como esperava a FLIBO para renovar o seu pequeno acervo. A feira de livros que é realizada anualmente é um dos lugares mais frequentados pelo público. Ou seja: num curto espaço de tempo a FLIBO já produziu um público consumidor de livros na cidade que gerou também uma demanda e o aparecimento de uma pequena livraria. Portanto, mais que formar leitores a FLIBO formatou a vocação da cidade.

A Festa Literária de Boqueirão é vista com admiração não apenas na Paraíba, mas na região inteira e já se inscreve na rota das principais feiras literárias do país. Ainda que com sérios problemas de financiamento para que possa crescer mais ainda. A cidade oferece também a beleza de um dos maiores açudes do Nordeste, o Açude Epitácio Pessoa, e os encantamentos do Lajedo do Marinho. Um belo roteiro, portanto, para um turismo cultural de bom gosto.

Todavia, não se realiza uma feira literária de tamanha grandeza sem uma forte organização social. E há uma instituição vocacionada para isso. A FLIBO é um empreendimento dos escritores locais. Uma obra da Associação Boqueirãoense de Escritores – ABES, com tamanha influência na cidade que por lá foi criada a Praça da ABES, onde acontece anualmente esse acontecimento que dialoga com as mais qualificadas vozes da cidade, do estado e do Brasil.

Já é tempo de vermos esta experiência sendo discutida em Parati e nas grandes bienais e salões do livro do Brasil e do exterior. A ABES nos mostra como fazer uma feira de literatura que funciona como uma política social vigorosa, onde a literatura é vista como um direito humano. Certamente o grande Antônio Cândido adoraria conhecer este fruto do seu pensamento que tanto contribui para a sociedade. Tudo acontece a partir de um profundo diálogo com a Educação.

Conduzido com responsabilidade pela ABES, a FLIBO ganhou a confiança da cidade e vai atravessando o tempo, gestão sobre gestão, se impondo pelos benefícios diretos que traz para toda a região onde, inclusive, já gerou frutos como a FLIBARRA – Festa Literária de Barra de São Miguel. Outra festa literária que tem contribuído diretamente para o desenvolvimento cultural, educacional e humano da cidade.

Publicado em: https://cronicascariocas.com/colunas/a-hora-da-flibo/

3 de ago. de 2023

Associação Boqueirãoense de Escritores define data e homenageado da 13ª edição da FLIBO

 


Com o tema "Leitura, um hábito que muda a vida!", a ABES (Associação Boqueirãoense de Escritores), anuncia o homenageado e data da tradicional Festa Literária de Boqueirão (FLIBO).
Para a 13ª edição que ocorrerá de 20 a 23 de setembro, a associação prestará homenagem ao escritor Efigênio Moura, escritor, radialista, formado na área de Marketing, escreve romances ambientados no Cariri paraibano e ganha destaque pela valorização linguística e cultural de suas obras.


Efigênio Moura e seu nono livro 'Siá Filiça'. (Por Coletivof8)

O romancista começou escrevendo poemas marginais, enquanto trabalhava como vigilante de banco. Poesias marginais são aquelas que não obedecem a uma métrica e uma rima, mas que tem uma lógica.

Muito tempo depois participou de um concurso em João Pessoa, com o conto da peleja, que fez ao ver uma cena tragicômica de uma mulher esbaforida pelejando para subir a Ladeira da Borborema. Acabou sendo reprovado no concurso, por seu conto ter duas laudas a mais que o permitido. Mas foi da continuidade desse conto que surgiu ‘Eita Gota! Uma Viagem Paraibana’, o seu primeiro livro.

Assim como os “zóio” de Luzia “briavam” (uma de suas personagens), os de Efigênio Moura também “bria” ao escrever sobre a sua região, em descrever as ruas, as estradas, a poeira, as casas, o calor, as plantas, as festividades e tradições da sua terra. De representar a fala do caririzeiro, do homem do campo, como ela de fato é. De priorizar suas origens e de levar o cenário nordestino ao Brasil a fora.

Texto e imagem: @coletivo.f8


24 de mar. de 2023

Festa Literária de Boqueirão reconhecida como Patrimônio Cultural da cidade


No ano de 2022, durante a sua 12ª edição, a Flibo ganhou um importante reconhecimento. Tornou-se Patrimônio Cultural da Cidade de Boqueirão, através do Projeto de Lei de autoria do Vereador Josinaldo Porto.

Entender o que é patrimônio cultural envolve compreender a importância da cultura para a sociedade. O conceito, inclui o conjunto do conhecimento, dos costumes, hábitos, a arte, e outros aspectos de uma dada sociedade. É uma noção que funciona como elementos identitários de um povo. 

Crônicas Felinas, de Maxwell F. Dantas

Arquivo Pessoal do autor

CRÔNICAS FELINAS - Apresentação

Primeiro, veio a Lua...

Depois, a Sol (isso mesmo: A Sol, no feminino)...

Então, em fevereiro, numa data que remetia à uma morte indelével (a da minha querida mãe), o nascimemto de Berry, Teddy, Mel e Manu, como uma intersecção do ciclo da vida, oriundos do ventre de Sol - filhotes nomeados pela minha filha Lizi.

Em seguida, Mel e Manu ganharam novos, e igualmente amorosos, lares.

Eu, Maxwell F. Dantas, oferecerei a todos que adoram os Felis Catus [nome científico dos nossos queridos gatinhos de estimação], aqui no Instagram, as CRÔNICAS FELINAS.

Irei descrever as peripécias diárias de Lua, Sol, Barry e Teddy, descrevendo as carismáticas e distintas personalidades destes adoráveis companheiros do meu dia a dia. E aproveitarei para abordar os mais variados temas (comportamento - felino e humano -, recortes do dia a dia, formas de ver o mundo, relações interpessoais, interfelinas, entre humanos e felinos, entre outros).

"Fofos", "ágeis", "divertidos", "atentos", "independentes" e, sim, "companheiros"... tudo isso já foi dito sobre os gatos e eu assino embaixo!

Andei até investindo em livros sobre gatos, assistindo documentários e observando-os com mais atenção... tudo isso para dar substância a estas crônicas que publicarei por aqui.

Espero que leiam. Se lerem e gostarem, tanto melhor. Se lerem, gostarem, curtirem e comentarem, eu sairei miando sobre os telhados da vizinhança...

LUA [quando nós é que somos os satélites]

Eu queria Acarajé... Lizi e Raquel preferiam Lua. E foi mesmo a Lua que (re)surgiu no nosso céu, pois foram 22 anos sem criar gatos; ficou uma mágoa quando Bidito me abandonou [mas isso é tema para outra crônica]. Agora, a estrela (ou satélite?) é Lua. Inclusive, no caso Desta Lua, não é ela que orbita ao nosso redor, mas sim o contrário.

Voltando à onomástica, Raquel (esposa) e Lizi (filha mais nova) venceram o processo de escolha do nome. Na verdade, para dar fim à questão, ficou: LUA ACARAJÉ MARINHO DANTAS.

Contudo, no fim das contas, quando a chamamos, dizemos "Lua... pchi uí uí uí... Ô, Lua... vem comer, Lua!...

Quando criança, e era ainda filha ... digo, gata única, Lua adorava brincar comigo《eu lançava uma bolinha de borracha em sua direção, numa trajetória crescente, e ela saía debaixo do sofá, numa arrancada digna de Ayrton Senna, e dava saltos ornamentais para pegar a bola, ou dava uma tapinha nela em pleno ar (nessa hora, a cena parecia ficar em câmera lenta - sensacional / ginástica olímpica felina).

Quando olho para Lua hoje, penso numa dama francesa do século XIX, numa intelectual abusada, na impulsividade dominada pelo estoicismo. Por exemplo: quando ela quer comer, nunca pede miando (igual aos outros três) ou chega muito perto de mim (como os outros três). Ela apenas para no umbral da cozinha e fica parada, em uma postura que parece ter saído de um livro de etiqueta [ como portar-se à mesa ]. Parece que ela sabe perfeitamente que eu sei o que ela quer. E quando rarissimamente mia nessa ocasião, o faz bem baixinho e parece até estar dizendo "eu não quero incomodar, mas você poderia colocar um pouco de ração para mim ? Ah... misturada com sachê de frango ao molho, s'il vous plaît". 

Curiosamente, Lua veio da rua (uma moça a acolheu para doação). Felizmente, nós chegamos primeiro.

À tarde, Lua vem deitar-se ao nosso lado na cama. "Mas lembrem-se: não venham mexer em mim. Eu estou aqui para dormir, assim como vocês". rsrs. Começa enroscada, termina espalhada (e às vezes dando a língua).

Quando não aguento apenas contemplar a fofura e faço cafuné, ela vai dormir no alto da estante dos livros.

Confira mais postagens do autor em seu instagram!

24 de ago. de 2022


Poeta Cordelista, Antônio Travassos Sarinho é o homenageado da 12ª edição da FLIBO.

 

A cidade de Boqueirão e a Associação Boqueirãoense de Escritores (ABES) se preparam para realizar a 12ª edição da FLIBO (Festa Literária de Boqueirão), que este ano celebra o poeta cordelista boqueirãoense Antônio Travassos Sarinho e acontece de 21 a 24 de setembro.

Sobre o autor homenageado:

Autor de mais de trezentos poemas, alguns publicados em folhetos de Cordel, Antônio Travassos Sarinho, poeta popular da cidade de Boqueirão, nasceu no ano de 1941, no Sítio Bonita, localizado entre as cidades de Caturité e Boqueirão, mudou-se ainda menino com seus pais para o Sítio Malhada, de onde guarda as melhores lembranças da infância e mocidade até completar vinte anos de idade. Filho mais velho de cinco irmãos, assumiu logo cedo as responsabilidades com a lida do campo, como o trabalho de sol a sol no roçado e a ordenha das vacas de manhã bem cedinho. E foi justamente nesse cenário, que o jovem agricultor começou a cultivar seus primeiros versos, puxando o cultivador para planar a terra, tangendo o gado para o curral no fim da tarde e observando entre uma obrigação e outra, a natureza em forma de poesia, como descreve nos versos abaixo: 

Fico admirado com a mãe natureza

Na face da terra, ela criou tudo

Um grande, um pequeno e outro miúdo

E a cada um, ela deu defesa

A uns lentidão, a outros ligeireza

As aves deu asas que é para avoar

E a formiguinha ensinou a trabalhar

Carregando folha, capim e semente

A mim ensinou a cantar repente

Nos dez de galope na beira do mar. (Antônio Travassos Sarinho)

 Esse encontro da oralidade e da escrita e toda a vivência de uma vida, pode ser descrito nos versos do Cordel, em especial na literatura popular de Antônio Travassos Sarinho, aqui apresentada.

Dentro das suas memórias, o poeta relembra das cantorias no terreiro da sua casa, no Sítio Salgadinho, município de Boqueirão, onde reunia a família e os amigos ao redor de uma fogueira num encontro com a poesia. Dona Salete, sua esposa, o acompanhava com o violão, alguns sanfoneiros da região davam o tom e seu cunhado, Eronides Cordeiro Leal (irmão mais velho de sua esposa), chamava os versos. E aquela que seria uma reunião entre familiares e vizinhos, transformava-se num encontro de poetas de vários recantos do Nordeste, demonstrando o quanto a poesia passou a dividir espaço com o roçado, o terreiro e com o curral.

Sobre a FLIBO:

A Flibo é conhecida por ser a pioneira, neste formato de festival literário, na Paraíba. Com foco na formação de leitores, acontece sempre no segundo semestre do ano, para que as escolas se prepararem para participarem da programação da festa literária, que inclui palestras, bate-papo com autores, oficinas, minicursos, contação de histórias, apresentações culturais (música e teatro) e saraus poéticos.

As atividades acontecem nas escolas durante o dia e a noite na Praça da ABES, que recebe estandes para vendas de livros e artesanato local.

São quatro dias em que a “Cidade das Águas”, se torna também a “Cidade das Rimas e Letras” e recebe um público oriundo de várias partes do Brasil, movimentando a economia local, hotéis e restaurantes.

As escolas participam na FLIBINHO no espaço “Minha Escola na FLIBO”, com homenagens a vários autores infanto-juvenis, além do autor homenageado. Em 2019, na última edição presencial, a FLIBO contou com a participação de escolas não apenas da cidade de Boqueirão, mas também de Campina Grande, Cabaceiras, São Domingos do Cariri, Caturité e Queimadas, totalizando cerca de cinquenta apresentações.

Para este ano, a coordenação está mobilizando as escolas públicas e particulares em parceria com a Secretaria de Educação do município.

Sobre a Programação da 12ª edição.

Tradicionalmente, na quarta-feira acontece a abertura oficial do evento com uma Marcha Literária pela manhã, percorrendo as principais ruas da cidade, com alunos desfilando acompanhados pelas bandas marciais, anunciando que a FLIBO vai começar.

O tema da FLIBO deste ano é “Onde mora a poesia”, que terá como palestrante de abertura a professora Joseilda Diniz, Curadora no Museu de Arte Popular da Paraíba - MAPP/UEPB e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC). A Programação ainda não foi definida, no entanto, alguns nomes já estão sendo cotados para participar de palestras e oficinas, como é o caso do Professor de Literatura da UFCG Hélder Pinheiro, que fará palestra sobre a BNCC e o Ensino de Literatura; Tiago Germano e Débora Ferraz, que ministrarão oficina de Escrita Criativa, como também o lançamento do livro Anayde Beiriz: a última confidência e bate-papo com a autora, Valeska Asfora.

A FLIBO é realizada pela ABES em parceria com a Prefeitura Municipal de Boqueirão, Governo do Estado, FUNESC, IFPB, UFCG e UEPB.

 


Escritora boqueirãoense, Mirtes Sulpino, entra pra Academia de Letras de Campina Grande

A escritora boqueirãoense Mirtes Waleska Sulpino (@mirtes_sulpino), foi eleita para ocupar a cadeira de número 25 da Academia de Letras de Campina Grande (@academiadeletrascg), que tem como Patrono o escritor, radialista e compositor Rosil Cavalcante.

Mirtes Sulpino é professora de História, escritora com livros publicados no gênero poesia e literatura infantil. É membro fundadora da ABES (Associação Boqueirãoense de Escritores), idealizadora e uma das coordenadoras da Flibo (@fliboparaiba).

Novos acadêmicos eleitos para a ACADEMIA DE LETRAS DE CAMPINA GRANDE:

Cadeiras
03 — Patrono Anésio Leão
Eleita: Cibele Laurentino

13 — Patrono Félix Araújo
Eleito: Félix Araújo Filho;

14 — Patrono Hortênsio Ribeiro
Eleito: Tarcísio Bruno Luna;

15 — Patrono Irineu Joffily
Eleito: Antonio Clarindo Barbosa;

20 — Patrono Luiz Gil de Figueiredo
Eleito: Jessier Quirino;

21 — Patrono Manoel de Almeida Barreto
Eleito: Flávio Ramalho de Brito;

25 — Patrono Rosil Cavalcanti
Eleita: Mirtes Sulpino 20 votos;


31 — Patrono Argemiro de Figueiredo
Eleito: Erik Brito;

33 — Patrono Figueiredo Agra
Eleito: Francisco Assis Barbosa Jr;

34 — Patrono Paulo Pontes
Eleita: Iêda Lima;

36 — Patrono Raymundo Asfora
Eleito: Mário Vinicius Carneiro.

30 de jun. de 2022

Boqueirão receberá em julho, a Caravana Agosto das Letras 2022



O projeto integra o calendário anual da Funesc e tem como proposta favorecer, cultivar e incentivar a leitura, principalmente entre crianças e jovens, além de proporcionar atividades culturais e popularizar os nomes, obras e histórias de grandes escritores, especialmente os nordestinos, para um público diverso. Este ano, as atividades percorrerão as cidades de Pilar, Boqueirão, Taperoá, Teixeira, Sumé e Coremas entre os meses de julho e agosto.

Homenagem a Chica Barrosa - A Caravana Literária Agosto das Letras 2022 homenageia a repentista Chica Barrosa, conhecida como A Rainha Negra do Repente. Cantadora e Violeira. Era filha de João Francisco dos Santos e Josefa da Conceição Silva, escravos alforriados. Morreu assassinada na cidade de Pombal após uma discussão por causa de um relacionamento amoroso. Segundo o escritor Câmara Cascudo, “grande cantadeira sertaneja, gabada como a primeira lutadora de seu sexo que enfrentou os nomes mais ilustres da cantoria. Seus desafios correm mundo, despertando aplausos. O seu embate mais célebre foi com o fazendeiro cearense Manuel Martins de Oliveira, conhecido como Neco Martins, de São Gonçalo do Amarante. Embora vencida, improvisou magnificamente, deixando forte impressão entre os cantadores. Seu nome foi imortalizado nos sertões da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Fonte: https://paraiba.pb.gov.br/noticias/funesc-lanca-edital-para-selecionar-propostas-da-caravana-agosto-das-letras-2022.

20 de out. de 2021



Celebrado em 20 de outubro, o Dia do Poeta foi criado em razão do Movimento Poético Nacional, que surgiu na mesma data, em 1976, na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro Paulo Menotti Del Picchia.

Menotti Del Picchia foi um dos articuladores, ativistas e colaboradores da Semana de Arte Moderna, que ocorreu em São Paulo, entre 13 e 18 de fevereiro de 1922. Redator do Correio Paulistano, pôs a sua coluna à disposição dos interesses revolucionários de 22.

O autor abriu a segunda noite a mais importante e a mais tumultuada da Semana, com uma conferência em que era negada a filiação do grupo modernista ao futurismo de Marinetti, mas defendia a integração da poesia com os tempos modernos, a liberdade de criação e, ao mesmo tempo a criação de uma arte genuinamente brasileira.

Em 1924, Menotti criou, junto com Cassiano Ricardo, Plínio Salgado e Guilherme de Almeida, o Movimento Verde e Amarelo, como reação ao tipo de nacionalismo defendido por Oswald de Andrade.

Fontes: BN e E-Biografias

 

9 de abr. de 2021

Boqueirão, 62 anos: Cidade das Águas, Terra das Rimas e Letras

A ABES, em parceria com o Bistrô Pizzaria e Burgueria, está levando poesia para casa de todos os Boqueirãoenses através do Delivery do Bistrô. Em meio aos dias incertos causados por uma pandemia a cerca de um ano, um pouco de poesia não faz mal a ninguém.

São dez poetas que escreveram sobre temas variados. Nas embalagens, você vai encontrar textos de Aparecida Farias, Jane Luiz Gomes, Marilãndia Pereira, Magna Vanuza, Mirtes Waleska Sulpino, Kléber Brito, Maxwell Dantas e Antônio Travassos Sarinho, Priscila Custódio e Monaliza Ventura.

Para quem gostou da novidade, aproveita e marca o Instagram da Flibo e da ABES e, também, dos nossos poetas que merecem todo o nosso reconhecimento.


A leitura na margem de erro, Por Lau Siqueira, Escritor

Acervo Lau Siqueira

Recentemente o Instituto Pró-Livro provocou reações hilárias na dita sociedade leitora da Paraíba. João Pessoa foi apontada na última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil como a capital brasileira que mais lê. Postei nas redes sociais o link da notícia e a reação foi imediata. O deboche foi grande. O fato foi tratado até mesmo como notícia falsa. Falsa, não. Fake, pois falsa é aquela pessoa que você pensava que conhecia. Todavia, o release se limitava a apresentar os dados da bendita pesquisa. Não me consta que as pessoas que duvidaram sejam negacionistas. Sobretudo porque fazem parte da estatística. Mesmo que não tenham sido alcançadas pelos pesquisadores. Mas não se apressem. Será que a capital da Paraíba está mesmo em primeiro lugar? Depende do ponto de vista. O instituto considera um amplo o conceito de leitura e afirma que 64% da população pessoense é considerada leitora. Por outro lado, Curitiba fica com 63%, Belém 61% e por aí vai. Portanto, para quem acha que a pesquisa é mesmo duvidosa solicito apenas que esqueçam o primeiro lugar. Estamos numa honrosa e generosa margem de erro.

Os índices de leitura no Brasil continuam frágeis. Especialmente na literatura. Como medir essa temperatura? Ora, temos analfabetos funcionais até mesmo nas universidades. Tu achas pouco? João Pessoa ou qualquer das capitais citadas entre as que mais leem estão longe de viver no paraíso do livro e da leitura. Mas não é possível negar que alguns avanços aconteceram. Especialmente nas últimas duas décadas. Ainda que esteja paralisado pela ação obscura do governo federal, temos um Plano Nacional do Livro e Leitura. Ou seja: uma régua e compasso para transformações profundas. Focos de resistência na defesa do livro e da leitura, nunca deixaram de existir mesmo nos rincões mais distantes. Cito como exemplo a pedagoga que coloca uma manta de rede na calçada, em São Bento, no Sertão da Paraíba, convidando os vizinhos para a leitura. ONGs como a Escola Viva Olho do Tempo contam com bibliotecas lindas espalhadas pelas periferias. É real a movimentação da feira de livros na FLIBO – Feira Literária de Boqueirão, cuja foto ilustra o texto. Concluo que em dez anos a FLIBO formou leitores. Vender livros no Cariri paraibano virou bom negócio. Existem movimentos naturais na sociedade. A História da Leitura no mundo é lenta. Apressadas, muitas vezes, são as conclusões acerca de algo tão delicado e complexo quanto esse tal Mundo Livro S/A.

AS FEIRAS LITERÁRIAS DA PARAÍBA, por Lau Siqueira, escritor

Já teve Salão do Livro na Paraíba. Já teve Bienal do Livro, também. Mas não se sustentaram. Apenas uma edição de cada. Foram produções basicamente governamentais e tiveram problemas. Grandes eventos, grandes problemas. Quem nunca? Mas todas as tentativas sempre são bem-vindas. Fica sempre a experiência e a certeza do caminho correto nas políticas públicas. O livro e a leitura têm impacto estruturante no desenvolvimento de uma cidade, um estado, um país. São ações estruturantes e motivadoras para a Educação. Aliás, investir em Educação significa, sobretudo, integrar as políticas educacionais no cotidiano da população. Existem outras, mas as feiras literárias são as grandes portas, as grandes travessias contra os conceitos de confinamento das cidades diante dos muros escolares. Se os ginásios são objeto de desejo, as bibliotecas escolares também podem ser.


A ABES - Associação Boqueirãoense de Escritores dá régua e compasso.

Em 2005 a FUNJOPE – Fundação Cultural de João Pessoa criou um departamento de literatura e em 2006 surgiu o Agosto das Letras. Um evento que trouxe para João Pessoa toda a cena literária contemporânea. Em 2011 foi transformada em Augusto das Letras e morreu sendo recuperada com outro formato pela FUNESC – Fundação Espaço Cultural. Eventos governamentais sempre possuem tempo determinado, entretanto. Aliás, isso me parece bem natural. É como se cumprissem mandato.

Mas fora do eixo as coisas andam melhor. Em 2009 um grupo de escritores e escritoras do Cariri decidiram quebrar esse paradigma. Em Boqueirão, Cidade das Águas, nasceu a I FLIBO – Feira Literária de Boqueirão. A Associação Boqueirãoense de Escritores dava um grande passo e se constituiria na maior referência paraibana em pouco tempo. Em 2019 tivemos a X FLIBO. Inspirada em Boqueirão, a simpática cidade de Barra de São Miguel também criou sua feira e a FLIBARRA hoje já é uma das mais importantes do Estado com um impacto importante na Educação e na Economia do município. De 2017 pra cá parece que houve uma explosão. As cidades, mesmo as menores, perceberam que poderiam realizar suas feiras literárias. Muitas vezes o trabalho de uma ou duas professoras em sala de aula eram o grande impulso.

O que é Literatura de Cordel?

A literatura de cordel é uma manifestação artística que combina vários elementos, como a escrita, a oralidade e a xilogravura. Essa expressão cultural brasileira é típica do nordeste do país, mais precisamente das regiões da Paraíba, Pernambuco, Pará, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará. Esse tipo de literatura se utiliza de folhetos que são tradicionalmente vendidos em feiras populares.O cordel nordestino tem como marca a maneira irreverente e coloquial de contar as histórias. Ele utiliza a simplicidade e a linguagem regional, o que o torna uma expressão de fácil compreensão para a população em geral.

As narrativas normalmente contam histórias fantásticas de personagens regionais ou situações do cotidiano, trazendo lendas do folclore, temas políticos, sociais, religiosidade, temas profanos, entre outros.

Para conhecer um pouco mais, é só visitar Cultura Genial.

 

1 de abr. de 2021

Blog Reativado!

Após uma breve pausa nas postagens do nosso blog, vamos atualizar nossa página com informações referentes as ações promovidas pela ABES e pela FLIBO.

Nossas atividades não pararam de 2013 para cá, utilizamos outros canais de informações a exemplo do Facebook, Instagram e Youtube, para divulgarmos nossos projetos e nossos poetas.

A nossa intenção é retomar com postagens culturais e ainda textos dos autores da cidade de Boqueirão e região.

Sigamos!

19 de jun. de 2013

ABES anuncia para outubro a quarta edição da FLIBO – Feira Literária de Boqueirão





Romper fronteiras e levar a poesia para todos os espaços, talvez tenha sido uma das primeiras motivações por trás da criação da Feira Literária de Boqueirão (FLIBO); algo que chamasse a atenção para um grupo de escritores em formação, saídos do "interior do interior" da Paraíba, mas precisamente da região do Cariri Paraibano.

Um grande desafio! Mas talvez este tenha sido o combustível que nos motivou a romper as barreiras e ousar. E convenhamos se na prosa o desafio já é grande, imaginem no campo da poesia, na subjetividade das emoções, onde cada palavra tem um sentido, e cada sentido um significado para quem é capturado pelos versos do poeta.

E por falar em poeta, este ano a FLIBO celebra o Centenário de VINICIUS DE MORAES (1913 - 2013), poeta essencialmente lírico; o "poetinha" como ficou conhecido, notabilizou-se pelos seus sonetos. Sua obra é vasta, passando pela Literatura, Teatro, Cinema e Música.
Mas são seus poemas infantis, que a quarta edição da FLIBO, traz como mote principal para embalar os quatro dias de feira, através do tema "era uma vez... a importância da Literatura na infância".

Na programação, contação de estórias, música, teatro, bate-papo com autores, lançamentos literários e muita, muita poesia, vão proporcionar alegria e serão alimento para a alma. No primeiro dia, a cidade vai recepcionar os visitantes e autores vindos de várias partes do país, com a MARCHA PELA LITERATURA, percorrendo as principais ruas da cidade até a Praça da ABES (Associação Boqueirãoense de Escritores).

A FLIBO acontece de 23 a 26 de outubro e toda a programação é gratuita; este ano, os minicursos serão oferecidos pelo Departamento de Letras da UFCG, sob a orientação do Professor José Helder Pinheiro.

Para saber mais, acesse: http://flibopb.wix.com/flibo