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28 de ago. de 2012

Poetas de Boqueirão participam do lançamento da Coletânea Poética Cântico ao Cariri













Foi lançado no último dia 24 de agosto (sexta-feira) em Campina Grande, no Centro de Cultura e Arte da UEPB, a Coletânea Poética Cântico ao Cariri.

180 poetas de várias partes da região do país inscreveram poemas para o concurso Cante o Cariri. O regulamento do concurso determinava que poetas e estudantes deveriam escrever sobre o Cariri, suas riquezas, seus aspectos naturais e especialmente culturais. Um júri integrado pelos poetas Mirtes Waleska Sulpino, Linaldo Guedes e o escritor Pedro Nunes avaliou todos os poemas inscritos e selecionou 24 para compor o livro Cânticos ao Cariri.

Ainda na Coletânea textos de poetas convidados à compor a obra, como Lau Siqueira, Bruno Gaudêncio, Antonio Mariano, Malcy Negreiros, Magna Vanuza, Paula Izabela além de outros grandes poetas.


28 de dez. de 2011

Na Paraíba, Lei cria a Política Estadual do Livro


Foi publicada no Diário Oficial deste dia 28/12 a Lei de autoria do Deputado Arnaldo Monteiro estabelecendo a Política Estadual do Livro.

LEI Nº 9.637, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2011
AUTORIA: DEPUTADO ARNALDO MONTEIRO
Estabelece a Política Estadual do Livro.

O GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA:

Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica criada a Política Estadual do Livro tendo como princípios fundamentais a democratização ao seu acesso, a implantação de novas bibliotecas, qualificação das existentes e o aumento do seu acervo.

Art. 2º A Política Estadual do Livro tem como objetivos específicos:
I – ampliar o acesso de pessoas, estudantes e trabalhadores;
II – elevar o nível qualitativo do acervo;
III – incentivar a produção literária, autoral e editorial.
IV – construir o plano estadual do livro associando-o às novas tecnologias da informação.

Art. 3º O Plano Estadual do Livr o ampliará o ace sso ao livro com as seguintes iniciativas:
I – implantação de bibliotecas em todas as escolas públicas do Estado;
II – apoiar as demandas populares pela criação de bibliotecas populares;
III – garantia de um acervo mínimo incluindo livros em Braille, livros digitais, jornais, revistas e outras publicações periódicas;
VI – incorporar em todas as bibliotecas o uso da tecnologia da informação e comunicação.
Parágrafo único. As bibliotecas já existentes e as serem implantadas deverão apresentar plano de gestão, sustentabilidade e a integração com a rede existente.

Art. 4º A Política Estadual do Livro por seus órgãos responsáveis pela criação do plano deverão:
I – apoiar as bibliotecas existentes;
II – criar o sistema estadual de bibliotecas de uso público;
III – fortalecer as bibliotecas públicas de uso coletivo e as localizadas no âmbito das escolas integrando-as com as tecnologias da informação e comunicação.

Art. 5º Para concretizar a difusão do livro no plano estadual serão promovidas ações, programas e projetos tendo os seguintes objetivos:
I – garantir a distribuição gratuita de livros didáticos e paradidáticos;
II – garantir que os livros publicados em projetos de educação e cidadania sejam doados em quantidade suficiente às bibliotecas das escolas estaduais e às de uso público.
III – estimular campanhas de doação do livro;
IV – estimular a participação em feira de livro no Estado.
V – incentivar a produção editorial e estadual, observando-se as condições de qualidade, quantidade, distribuição, promoção, preço e diversidade dos livros.

Art. 6º A unidade orçamentária envolvida na criação e execução do Plano Estadual do Livro estabelecerá na lei orçamentária anual, as ações e metas relativas com seus projetos e ações.

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA PARAÍBA, em João Pessoa, 27
de dezembro de 2011; 123º da Proclamação da República.

26 de dez. de 2011

Leia Mais, Seja Mais



Uma campanha de valorização da leitura como hábito que gera prazer e conhecimento e, assim, projeta um outro tamanho para os sonhos e as conquistas pessoais. É com este mote que o Ministério da Cultura lança hoje, em todo o país, campanha publicitária com o slogan Leia Mais, Seja Mais.

A ação ocupa as páginas de 74 jornais de todos os estados –como Folha, Globo, A Crítica, Zero Hora, Estado de Minas e outros–, ao mesmo tempo que tem início também nas edições especiais de fim de ano de quatro revistas semanais nacionais –Veja, Época, Istoé e CartaCapital.

O desafio lançado pela campanha ultrapassa a esfera individual: instiga as pessoas a ler com seus filhos e a incentivar uma criança ou jovem a apreciar os livros e a freqüentar bibliotecas.

12 de set. de 2011

POR ONDE ANDAM OS JOVENS NOMES QUE FAZEM A LITERATURA NA PARAÍBA?

Jornal da Paraíba, 21 de Agosto de 2011

Passada a quarta edição do Agosto das Letras, evento que, até anteontem, promoveu um diálogo entre autores locais e escritores de fora do Estado, a questão ainda ecoa na estreiteza das ruas ao redor do Ponto de Cem Réis: após a Geração de 59, os grupos Sanhauá e Caravela, os focos já heterogêneos de poetas, contistas, cronistas e romancistas que gravitaram em torno de suplementos literários (os extintos e os ainda editados), que nomes têm renovado a literatura paraibana com o entusiasmo de sua juventude?

O JORNAL DA PARAÍBA foi à cata da resposta e achou um número considerável de círculos literários que vêm atuando na esfera estadual e estendendo sua influência, através da internet e das mídias digitais, os domínios da prosa e do verso que praticam com regularidade, coletivamente. “Não somos uma geração e não formamos um movimento, pelo menos por enquanto. Sobretudo, porque não temos uma só identidade literária, uma estética própria. O que temos é a vontade de descentralizar a literatura paraibana, antes focada em João Pessoa, e interiorizá-la, conduzindo também para cidades como Campina Grande, Boqueirão, Santa Rita, Sapé ou Cajazeiras”, afirma Bruno Gaudêncio, jovem que, além de escritor, jornalista e historiador, é um dos membros articuladores de um corpo de palavras que está se erguendo através da ação de muitos braços, como o Clube do Conto, o Núcleo Caixa Baixa, o Núcleo Blecaute e a Associação Boqueirãoense de Escritores. “Quase todos os círculos tiveram como ponto de partida a necessidade de trocarmos experiências sobre a escrita. As reuniões são quase sempre informais e todos são espécies de ‘oficineiros’ e ‘oficinados’”, conta Roberto Menezes, representante do Clube do Conto que, segundo André Ricardo Aguiar, um de seus membros mais antigos, “é uma entidade anarco-organizada, sediada num ponto indefinido preciso, com contos que falam e contistas que ouvem mudos”. De acordo com Roberto Menezes, as ‘regras do jogo’ não são assim tão flexíveis, nem tão rigorosas: “Nos reunimos semanalmente, aos sábados, no piso superior do Shopping Sul, em João Pessoa. As reuniões são marcadas para as 17h, mas podem começar ou não neste horário. Para participar basta levar um conto, ou um ouvido. Temos 50 membros, mas já houve dias de ninguém aparecer, ou de ir um só membro.

DIÁLOGO APRENDIZ

Integrante do Núcleo Caixa Baixa (que reúne também participantes do Clube do Conto), Bruno Gaudêncio comenta que os coletivos foram criados com a intenção de buscar um espaço entre as camadas de exercício literário da Paraíba e inspirados em figuras já consolidadas na literatura local, como Ronaldo Monte (que foi também um dos fundadores do Clube do Conto), Linaldo Guedes e Rinaldo de Fernandes, todos convidados do Agosto das Letras. “É importante frisar que não queremos romper com esta tradição literária, muito pelo contrário”, ressalta Bruno Gaudêncio. “Queremos aprender com ela, e também ter a humildade de quem está começando e se permitindo a errar”, diz o autor de Cântico Voraz do Precipício, livro de contos lançado no início do mês, em Campina Grande. Além de lançamentos de livros, palestras e recitais, os agrupamentos literários têm promovido desde eventos de dimensões mais íntimas, como recitais, varais e saraus, até mobilizações que já estão adquirindo repercussão e relevância no calendário cultural do Estado, como a Feira Literária de Boqueirão (Flibo), uma iniciativa da Abes que já coleciona duas edições e levou para o município da Borborema vultos como os de Ariano Suassuna, Bráulio Tavares, Jessier Quirino e Ronaldo Cunha Lima. Outra iniciativa é a Revista Blecaute, que foi a mola propulsora para a fundação do núcleo de mesmo nome. A publicação eletrônica, que lança seu 9º volume no próximo mês e veio à luz em novembro de 2008, está hospedada no site da Universidade Federal de Campina Grande (sites.uepb.com.br/revistablecaute) e é produzida por três escritores residentes na cidade: Jãn Macêdo, João Matias de Oliveira e o próprio Bruno Gaudêncio. “Acho um trunfo termos uma publicação associada a uma instituição num Estado que ainda carece de políticas de fomento à cultura”, opina Gaudêncio. Se a identidade de cada um dos escritores fica comprometida com a identidade dos grupos, Roberto Menezes responde: “A identidade de cada um está muito patente em cada um dos círculos. Nos influenciamos para melhorar. Até o momento está sendo edificante”.