Páginas

18 de jul. de 2012

Poeta de Boqueirão ganha Concurso de Cordel




No último mês de junho, onde são comemorados os festejos juninos, a coordenação diocesana da Pastoral da Pessoa Idosa de Campina Grande lançou o Concurso de Literatura de Cordel para a Terceira Idade. A representante da Pastoral, Aparecida Souza, falou acerca do concurso e lembrou que 15 pessoas participaram da edição deste ano. O vencedor da disputa, Antônio Travassos Sarinho falou sobre a satisfação em receber a primeira colocação, com o cordel “A chave do Cadeado”.

- Sou poeta quando não estou trabalhando na zona rural. Para escrever uma história me inspirei em um tio que era ‘amarrado’ – ponderou ele.

O cordel publicado pela Gráfica Universitária da UEPB está à venda na Feira Livre, no Box Quielcell, pelo valor simbólico de R$ 2,00.

Ainda no mês de junho, o poeta teve dois cordéis publicados pela Cordelaria Poeta Manoel Monteiro. São eles, “Como é bela a poesia” e “Os 5 mandamentos do político mau”. Esses também podem ser adquiridos na Feira Livre.

Antonio Travassos Sarinho é agricultor e membro da ABES (Associação Boqueirãoense de Escritores).

14 de jun. de 2012

O que é poesia para você?




A poesia é o que faz um "poema" um poema; ou, o que dá no mesmo, é o que faz de um poema um poema bom. Também se pode dizer: é a propriedade do poema enquanto poema. É a propriedade que torna um objeto - em particular, um objeto verbal - algo que, mesmo sendo inútil, mereça existir. Se fosse possível descrever esta propriedade, seria possível dar uma receita de poema. Isso, porém, é impossível. Como diz Montaigne, é mais fácil produzir poesia do que conhecê-la. "Em certa medida baixa", afirma ele, "pode-se julgá-la pelos preceitos e pela arte [isto é, pela técnica]. Mas a boa, a excessiva, a divina está acima das regras e da razão". É que a razão é apenas uma das faculdades humanas; ora, a poesia é produzida e apreciada com todas as faculdades humanas, inclusive as não-racionais, elevadas ao seu mais alto grau. 

(Antonio Cicero, O que é poesia? - Org. Edson Cruz - Confraria do Vento|Caliban).

4 de jun. de 2012

MANIFESTO POR UMA PARAÍBA LEITORA



O Manifesto por uma Paraíba Leitora faz parte do Movimento por um Brasil Literário e foi lançado em 31 de maio de 2012, durante o Encontro de Incidência em Políticas Públicas da Paraíba, realizado pelo Polo de Leitura na Rede e objetiva expressar o compromisso da cadeia mediadora de leitura literária da Região Metropolitana de João Pessoa em expandir o debate a cerca da importância da leitura e mobilizar esforços para a construção dos planos municipais e do Plano Estadual do Livro e Leitura do Estado da Paraíba.


MANIFESTO POR UMA PARAÍBA LEITORA
Ler, um direito de todos

Houve um momento na história humana em que o conhecimento esteve diretamente relacionado à imediata necessidade de sobrevivência. Todo o esforço dos indivíduos era canalizado na perspectiva de conhecer e dominar o espaço, agir sobre ele, de modo a garantir sua existência, observa Luiz Percival Leme Brito*. Passada essa fase primitiva da história e garantidos os recursos fundamentais para a sobrevivência, homens e mulheres se desprenderam do imediato e se lançam na infinda aventura de indagar as razões de ser, agir e sentir o mundo. As crianças nascem imersas num mundo fantástico e fantasioso de experimentos e conhecimento, fruto da acumulação histórica. Seu espírito está imbuído da necessidade de especular sobre a vida e confrontar os arranjos que a cercam e a norteiam. Desta forma surge a filosofia cujo interesse é a indagação sobre a existência, a ciência preocupada em conhecer a organização da matéria, a política centrada na organização coletiva da sociedade e a arte focada em expressar a condição da existência humana, em todas as dimensões reais e possíveis, e em tornar-nos capazes, através da poderosa faculdade da imaginação, de criar os projetos que nos levem adiante no processo de humanização.

Sem a imaginação, compartida por todos, não há projeto de futuro melhor. Neste sentido a literatura, como parte da arte, constitui, na sociedade contemporânea, um dos exercícios fundamentais de expressão, compreensão, inserção e criação social, não somente capaz de manifestar as inquietações e percepções do indivíduo e da sociedade real, mas, e sobretudo, de fazer circular na coletividade, a busca de aperfeiçoamento da condição humana, a partir da representação e da invenção.

Partindo do princípio de que a leitura e a escrita são sustentáculos da sociedade contemporânea, condição imprescindível para a inserção dos indivíduos nos arranjos sociais da atualidade, e na projeção de um futuro digno, e do fato de que um contingente expressivo da população brasileira, encontra-se excluído do acesso a esse bem cultural, o Polo de Leitura na Rede com o apoio do Programa Prazer em Ler, expressa sua intenção e compromisso de contribuir para a democratização do acesso ao livro, incidindo na defesa e garantia de políticas públicas de leitura e estimulando o gosto e a fruição literária a fim de contribuir para a construção de uma sociedade paraibana de leitores.

Posto que a leitura e a escrita constituem-se como recursos capazes de melhorar as condições de vida e as possibilidades de emancipação do indivíduo no mundo, reconhecemos a literatura como direito básico e fundamental para a formação de todos os cidadãos e cidadãs brasileiros. Nesta perspectiva, afirmamos nosso compromisso de sensibilizar, articular e mobilizar forças para a construção do Plano Estadual do Livro e Leitura (PELL), convocando os distintos segmentos da sociedade civil paraibana, comprometidos com o processo de criação, produção, circulação e mediação do livro, o Poder Legislativo Estadual e o Poder Executivo para estruturar e sancionar a Lei Estadual do Livro do Estado da Paraíba.

Não queremos ser leitores privilegiados na sociedade. Mas, fazer parte do privilégio de sermos uma sociedade de leitores.

Contatos: jbenebrito@gmail.com
leituranarede@hotmail.com

José BENEdito de BRITO / Colaboração: Maria Valéria Rezende

IFPB - João Pessoa, 31 de maio de 2012.

(* Literatura, conhecimento e liberdade, in: Nos caminhos da literatura, Peirópolis, 2008.)


Concurso de Poesia Cante o Cariri



Encerrada as inscrições do Concurso de Poesia "Cante o Cariri", organizado pelo Cuca (Centro Cultural do Cariri). Segundo o Coordenador Geral, Evaldo Costa, o concurso obteve cerca de 200 inscrições.

De acordo com o Regulamento do Concurso Cante o Cariri, os poemas que não estivessem de acordo com a temática proposta, o Cariri Paraibano, seria automaticamente desclassificado. A divulgação do resultado final ocorrerá no dia 22 de junho de 2012, no site do Centro Cultural do Cariri – Cuca.

Cada categoria contará com a seguinte premiação:

1º Colocado de cada categoria:
  • 01 computador pessoal portátil, no valor máximo de R$ 1 mil.
  • 01 Certificado
2º Colocado:
  • 01 Um minicomputador do tipo tablet, no valor de até R$ 500,00
  • 01 Certificado
3º Colocado:
  • 01 Um telefone celular no valor de até R$ 300,00
  • 01 Certificado

Serão atribuídos ainda prêmios “menção honrosa” a até dez poetas que sejam escolhidos como autores dos melhores poemas não classificados nas duas categorias principais.




16 de abr. de 2012

“O Cordel Vai à Feira”; Projeto traz de volta cultura popular às ruas da cidade de Sousa


Poeta Antonio Sarinho (Boqueirão, PB) membro da ABES

Uma multidão parou para vê de perto um dos programas mais antigos das feiras nordestinas. O repente, a cantoria de feira-livre havia sido esquecida nos últimos anos, mas a cidade de Sousa, no Sertão paraibano vem resgatando sua história com apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil.

O bairro da Estação recebeu no sábado (14), o projeto de incentivo cultural “O Cordel Vai à Feira”, com a poesia dos artistas; Antônio Sarinho (de Boqueirão), os repentistas Chico Xavier, Edízio Calixto e Zé Morais.

Da redação
Postado por Folha VIP de Cajazeiras

12 de abr. de 2012

FLIBO - Boqueirão, cidade Literária



Durante cinco dias a cidade de Boqueirão no Cariri Paraibano respirou Literatura. Literatura em todas as suas manifestações: poesia, teatro e música. De 21 a 25 de março, a “Cidade das Águas” banhou-se de cultura e recebeu centenas de pessoas que vieram participar da 3ª edição da FLIBO, que este ano teve como tema: Nordeste: Literatura e Teatro, do texto ao palco, homenageando dois expoentes da cultura nordestina, o escritor Bráulio Tavares e a dramaturga Lourdes Ramalho.

Oficinas, palestras, debates, lançamentos literários, exposições, poesia na praça e na feira livre, foram algumas das atividades que aconteceram este ano na FLIBO, que teve início na quarta-feira (21) com a tradicional “Marcha pela Literatura” onde os alunos junto com a Filarmônica percorrem as principais ruas da cidade em direção à Praça da ABES, convidando a comunidade pra ingressar no mundo da literatura e viver, realmente, a poesia. Porque como enfatizou o crítico literário, Hildeberto Barbosa Filho, em sua palestra, “a Literatura deve ser respirada”.

A solenidade de abertura contou com a presença de várias autoridades políticas, o patrono da terceira edição da feira, o poeta Lau Siqueira e da homenageada, Lourdes Ramalho, que bastante emocionada agradeceu a homenagem, exaltando a importância da Flibo, não apenas para a Paraíba, mas para todo o Brasil. O patrono, Lau Siqueira, lembrou que “é grande o reconhecimento e não será difícil o engajamento de intelectuais do Nordeste e de outras regiões. A FLIBO vai tomando ares de política pública. Aos poucos vai influindo positivamente na formação das novas gerações de cidadãos boqueirãoenses e caririzeiros. Tendo o incentivo à leitura e criação literária como vetor vai carregando a cidade para o futuro”.

Nos cinco dias da Feira, passaram por Boqueirão diversas autoridades no campo literário, a exemplo do grande poeta popular Manoel Monteiro, que com sua simplicidade e sapiência prendeu o público por quase duas horas de palestra. Tivemos ainda os escritores Bruno Gaudêncio, Jairo César, Janaina Rico (DF), Wander Shirukaya, Archidy Picado, Tarcísio Pereira, José Inácio Vieira de Melo (BA), Carlito Lima (AL), Vanuza Sousa, Natan Cirino, Mabel Amorim, e ainda Aluizio Guimarães, Rodrigo Motta; As oficinas foram ministradas por Paula Izabela (CE), André R. Aguiar, Kleber Brito, Aparecida Farias, Fátima Barbosa e Adeilson Sousa.

Se de dia, na Praça da ABES, as crianças faziam a festa com o teatro de fantoches, a poesia ao pé do ouvido, a contação de histórias e diversas brincadeiras; a noite, a MPB reinava soberana ao lado dos poetas que, entre uma canção e outra, declamavam os seus poemas. No “De repente, poesia”, a feira livre também se arrumou pra receber os seus poetas, aboiadores, cordelistas e declamadores; todos reunidos em nome da poesia popular, do verso e do repente.

E neste clima, a FLIBO firma sua identidade e desponta como o evento literário paraibano que a cada edição, demonstra que veio para ficar e se perpetuar na história literária do nordeste.

A ABES agradece a todos os envolvidos nesse processo de solidificação do saber, citando a Prefeitura Municipal de Boqueirão, o SEBRAE, Governo do Estado e tantos outros que contribuíram direta e indiretamente para a realização deste evento.

Até 2013, na 4ª edição!

ABES

15 de mar. de 2012

Pão e Poesia na ABES



A ABES iniciou neste dia 14 de março, dia nacional da Poesia, o projeto Pão & Poesia, que consiste na distribuição de saquinhos de pão nas padarias da cidade de Boqueirão. Essa iniciativa acontecerá a cada mês com textos dos poetas da Associação Boqueirãoense de Escritores.

Nesta primeira edição, quem for às padarias, além de pão, levará para casa a poesia de Mirtes Waleska Sulpino, Jane Luiz Gomes e Malcy Negreiros.

Pão & Poesia, alimenta o corpo e a alma.

13 de mar. de 2012

14 de março, Dia Nacional da Poesia

Dia 14 de março celebra-se, no Brasil, o Dia Nacional da Poesia.

Este dia foi instituído em homenagem ao bacharel em Direito e poeta brasileiro ANTÔNIO FREDERICO DE CASTRO ALVES, que nasceu em 14 de março de 1847, ficando conhecido como o “Poeta dos Escravos”, em vista de sua acirrada luta contra a escravidão e o preconceito racial. Dentre as obras desse ferrenho defensor do sistema republicano, destacam-se “Navio Negreiro” e “A Canção do Africano”, as quais, indubitavelmente registram sua indignação a respeito do sistema de governo de então. Tendo falecido em 1871, seu legado constitui-se de poemas revestidos de um lirismo ímpar, merecidamente considerados os mais lindos do Brasil.


Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/3552376