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24 de mar. de 2023

Festa Literária de Boqueirão reconhecida como Patrimônio Cultural da cidade


No ano de 2022, durante a sua 12ª edição, a Flibo ganhou um importante reconhecimento. Tornou-se Patrimônio Cultural da Cidade de Boqueirão, através do Projeto de Lei de autoria do Vereador Josinaldo Porto.

Entender o que é patrimônio cultural envolve compreender a importância da cultura para a sociedade. O conceito, inclui o conjunto do conhecimento, dos costumes, hábitos, a arte, e outros aspectos de uma dada sociedade. É uma noção que funciona como elementos identitários de um povo. 

Crônicas Felinas, de Maxwell F. Dantas

Arquivo Pessoal do autor

CRÔNICAS FELINAS - Apresentação

Primeiro, veio a Lua...

Depois, a Sol (isso mesmo: A Sol, no feminino)...

Então, em fevereiro, numa data que remetia à uma morte indelével (a da minha querida mãe), o nascimemto de Berry, Teddy, Mel e Manu, como uma intersecção do ciclo da vida, oriundos do ventre de Sol - filhotes nomeados pela minha filha Lizi.

Em seguida, Mel e Manu ganharam novos, e igualmente amorosos, lares.

Eu, Maxwell F. Dantas, oferecerei a todos que adoram os Felis Catus [nome científico dos nossos queridos gatinhos de estimação], aqui no Instagram, as CRÔNICAS FELINAS.

Irei descrever as peripécias diárias de Lua, Sol, Barry e Teddy, descrevendo as carismáticas e distintas personalidades destes adoráveis companheiros do meu dia a dia. E aproveitarei para abordar os mais variados temas (comportamento - felino e humano -, recortes do dia a dia, formas de ver o mundo, relações interpessoais, interfelinas, entre humanos e felinos, entre outros).

"Fofos", "ágeis", "divertidos", "atentos", "independentes" e, sim, "companheiros"... tudo isso já foi dito sobre os gatos e eu assino embaixo!

Andei até investindo em livros sobre gatos, assistindo documentários e observando-os com mais atenção... tudo isso para dar substância a estas crônicas que publicarei por aqui.

Espero que leiam. Se lerem e gostarem, tanto melhor. Se lerem, gostarem, curtirem e comentarem, eu sairei miando sobre os telhados da vizinhança...

LUA [quando nós é que somos os satélites]

Eu queria Acarajé... Lizi e Raquel preferiam Lua. E foi mesmo a Lua que (re)surgiu no nosso céu, pois foram 22 anos sem criar gatos; ficou uma mágoa quando Bidito me abandonou [mas isso é tema para outra crônica]. Agora, a estrela (ou satélite?) é Lua. Inclusive, no caso Desta Lua, não é ela que orbita ao nosso redor, mas sim o contrário.

Voltando à onomástica, Raquel (esposa) e Lizi (filha mais nova) venceram o processo de escolha do nome. Na verdade, para dar fim à questão, ficou: LUA ACARAJÉ MARINHO DANTAS.

Contudo, no fim das contas, quando a chamamos, dizemos "Lua... pchi uí uí uí... Ô, Lua... vem comer, Lua!...

Quando criança, e era ainda filha ... digo, gata única, Lua adorava brincar comigo《eu lançava uma bolinha de borracha em sua direção, numa trajetória crescente, e ela saía debaixo do sofá, numa arrancada digna de Ayrton Senna, e dava saltos ornamentais para pegar a bola, ou dava uma tapinha nela em pleno ar (nessa hora, a cena parecia ficar em câmera lenta - sensacional / ginástica olímpica felina).

Quando olho para Lua hoje, penso numa dama francesa do século XIX, numa intelectual abusada, na impulsividade dominada pelo estoicismo. Por exemplo: quando ela quer comer, nunca pede miando (igual aos outros três) ou chega muito perto de mim (como os outros três). Ela apenas para no umbral da cozinha e fica parada, em uma postura que parece ter saído de um livro de etiqueta [ como portar-se à mesa ]. Parece que ela sabe perfeitamente que eu sei o que ela quer. E quando rarissimamente mia nessa ocasião, o faz bem baixinho e parece até estar dizendo "eu não quero incomodar, mas você poderia colocar um pouco de ração para mim ? Ah... misturada com sachê de frango ao molho, s'il vous plaît". 

Curiosamente, Lua veio da rua (uma moça a acolheu para doação). Felizmente, nós chegamos primeiro.

À tarde, Lua vem deitar-se ao nosso lado na cama. "Mas lembrem-se: não venham mexer em mim. Eu estou aqui para dormir, assim como vocês". rsrs. Começa enroscada, termina espalhada (e às vezes dando a língua).

Quando não aguento apenas contemplar a fofura e faço cafuné, ela vai dormir no alto da estante dos livros.

Confira mais postagens do autor em seu instagram!

24 de ago. de 2022


Poeta Cordelista, Antônio Travassos Sarinho é o homenageado da 12ª edição da FLIBO.

 

A cidade de Boqueirão e a Associação Boqueirãoense de Escritores (ABES) se preparam para realizar a 12ª edição da FLIBO (Festa Literária de Boqueirão), que este ano celebra o poeta cordelista boqueirãoense Antônio Travassos Sarinho e acontece de 21 a 24 de setembro.

Sobre o autor homenageado:

Autor de mais de trezentos poemas, alguns publicados em folhetos de Cordel, Antônio Travassos Sarinho, poeta popular da cidade de Boqueirão, nasceu no ano de 1941, no Sítio Bonita, localizado entre as cidades de Caturité e Boqueirão, mudou-se ainda menino com seus pais para o Sítio Malhada, de onde guarda as melhores lembranças da infância e mocidade até completar vinte anos de idade. Filho mais velho de cinco irmãos, assumiu logo cedo as responsabilidades com a lida do campo, como o trabalho de sol a sol no roçado e a ordenha das vacas de manhã bem cedinho. E foi justamente nesse cenário, que o jovem agricultor começou a cultivar seus primeiros versos, puxando o cultivador para planar a terra, tangendo o gado para o curral no fim da tarde e observando entre uma obrigação e outra, a natureza em forma de poesia, como descreve nos versos abaixo: 

Fico admirado com a mãe natureza

Na face da terra, ela criou tudo

Um grande, um pequeno e outro miúdo

E a cada um, ela deu defesa

A uns lentidão, a outros ligeireza

As aves deu asas que é para avoar

E a formiguinha ensinou a trabalhar

Carregando folha, capim e semente

A mim ensinou a cantar repente

Nos dez de galope na beira do mar. (Antônio Travassos Sarinho)

 Esse encontro da oralidade e da escrita e toda a vivência de uma vida, pode ser descrito nos versos do Cordel, em especial na literatura popular de Antônio Travassos Sarinho, aqui apresentada.

Dentro das suas memórias, o poeta relembra das cantorias no terreiro da sua casa, no Sítio Salgadinho, município de Boqueirão, onde reunia a família e os amigos ao redor de uma fogueira num encontro com a poesia. Dona Salete, sua esposa, o acompanhava com o violão, alguns sanfoneiros da região davam o tom e seu cunhado, Eronides Cordeiro Leal (irmão mais velho de sua esposa), chamava os versos. E aquela que seria uma reunião entre familiares e vizinhos, transformava-se num encontro de poetas de vários recantos do Nordeste, demonstrando o quanto a poesia passou a dividir espaço com o roçado, o terreiro e com o curral.

Sobre a FLIBO:

A Flibo é conhecida por ser a pioneira, neste formato de festival literário, na Paraíba. Com foco na formação de leitores, acontece sempre no segundo semestre do ano, para que as escolas se prepararem para participarem da programação da festa literária, que inclui palestras, bate-papo com autores, oficinas, minicursos, contação de histórias, apresentações culturais (música e teatro) e saraus poéticos.

As atividades acontecem nas escolas durante o dia e a noite na Praça da ABES, que recebe estandes para vendas de livros e artesanato local.

São quatro dias em que a “Cidade das Águas”, se torna também a “Cidade das Rimas e Letras” e recebe um público oriundo de várias partes do Brasil, movimentando a economia local, hotéis e restaurantes.

As escolas participam na FLIBINHO no espaço “Minha Escola na FLIBO”, com homenagens a vários autores infanto-juvenis, além do autor homenageado. Em 2019, na última edição presencial, a FLIBO contou com a participação de escolas não apenas da cidade de Boqueirão, mas também de Campina Grande, Cabaceiras, São Domingos do Cariri, Caturité e Queimadas, totalizando cerca de cinquenta apresentações.

Para este ano, a coordenação está mobilizando as escolas públicas e particulares em parceria com a Secretaria de Educação do município.

Sobre a Programação da 12ª edição.

Tradicionalmente, na quarta-feira acontece a abertura oficial do evento com uma Marcha Literária pela manhã, percorrendo as principais ruas da cidade, com alunos desfilando acompanhados pelas bandas marciais, anunciando que a FLIBO vai começar.

O tema da FLIBO deste ano é “Onde mora a poesia”, que terá como palestrante de abertura a professora Joseilda Diniz, Curadora no Museu de Arte Popular da Paraíba - MAPP/UEPB e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC). A Programação ainda não foi definida, no entanto, alguns nomes já estão sendo cotados para participar de palestras e oficinas, como é o caso do Professor de Literatura da UFCG Hélder Pinheiro, que fará palestra sobre a BNCC e o Ensino de Literatura; Tiago Germano e Débora Ferraz, que ministrarão oficina de Escrita Criativa, como também o lançamento do livro Anayde Beiriz: a última confidência e bate-papo com a autora, Valeska Asfora.

A FLIBO é realizada pela ABES em parceria com a Prefeitura Municipal de Boqueirão, Governo do Estado, FUNESC, IFPB, UFCG e UEPB.

 


Escritora boqueirãoense, Mirtes Sulpino, entra pra Academia de Letras de Campina Grande

A escritora boqueirãoense Mirtes Waleska Sulpino (@mirtes_sulpino), foi eleita para ocupar a cadeira de número 25 da Academia de Letras de Campina Grande (@academiadeletrascg), que tem como Patrono o escritor, radialista e compositor Rosil Cavalcante.

Mirtes Sulpino é professora de História, escritora com livros publicados no gênero poesia e literatura infantil. É membro fundadora da ABES (Associação Boqueirãoense de Escritores), idealizadora e uma das coordenadoras da Flibo (@fliboparaiba).

Novos acadêmicos eleitos para a ACADEMIA DE LETRAS DE CAMPINA GRANDE:

Cadeiras
03 — Patrono Anésio Leão
Eleita: Cibele Laurentino

13 — Patrono Félix Araújo
Eleito: Félix Araújo Filho;

14 — Patrono Hortênsio Ribeiro
Eleito: Tarcísio Bruno Luna;

15 — Patrono Irineu Joffily
Eleito: Antonio Clarindo Barbosa;

20 — Patrono Luiz Gil de Figueiredo
Eleito: Jessier Quirino;

21 — Patrono Manoel de Almeida Barreto
Eleito: Flávio Ramalho de Brito;

25 — Patrono Rosil Cavalcanti
Eleita: Mirtes Sulpino 20 votos;


31 — Patrono Argemiro de Figueiredo
Eleito: Erik Brito;

33 — Patrono Figueiredo Agra
Eleito: Francisco Assis Barbosa Jr;

34 — Patrono Paulo Pontes
Eleita: Iêda Lima;

36 — Patrono Raymundo Asfora
Eleito: Mário Vinicius Carneiro.

30 de jun. de 2022

Boqueirão receberá em julho, a Caravana Agosto das Letras 2022



O projeto integra o calendário anual da Funesc e tem como proposta favorecer, cultivar e incentivar a leitura, principalmente entre crianças e jovens, além de proporcionar atividades culturais e popularizar os nomes, obras e histórias de grandes escritores, especialmente os nordestinos, para um público diverso. Este ano, as atividades percorrerão as cidades de Pilar, Boqueirão, Taperoá, Teixeira, Sumé e Coremas entre os meses de julho e agosto.

Homenagem a Chica Barrosa - A Caravana Literária Agosto das Letras 2022 homenageia a repentista Chica Barrosa, conhecida como A Rainha Negra do Repente. Cantadora e Violeira. Era filha de João Francisco dos Santos e Josefa da Conceição Silva, escravos alforriados. Morreu assassinada na cidade de Pombal após uma discussão por causa de um relacionamento amoroso. Segundo o escritor Câmara Cascudo, “grande cantadeira sertaneja, gabada como a primeira lutadora de seu sexo que enfrentou os nomes mais ilustres da cantoria. Seus desafios correm mundo, despertando aplausos. O seu embate mais célebre foi com o fazendeiro cearense Manuel Martins de Oliveira, conhecido como Neco Martins, de São Gonçalo do Amarante. Embora vencida, improvisou magnificamente, deixando forte impressão entre os cantadores. Seu nome foi imortalizado nos sertões da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Fonte: https://paraiba.pb.gov.br/noticias/funesc-lanca-edital-para-selecionar-propostas-da-caravana-agosto-das-letras-2022.

20 de out. de 2021



Celebrado em 20 de outubro, o Dia do Poeta foi criado em razão do Movimento Poético Nacional, que surgiu na mesma data, em 1976, na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro Paulo Menotti Del Picchia.

Menotti Del Picchia foi um dos articuladores, ativistas e colaboradores da Semana de Arte Moderna, que ocorreu em São Paulo, entre 13 e 18 de fevereiro de 1922. Redator do Correio Paulistano, pôs a sua coluna à disposição dos interesses revolucionários de 22.

O autor abriu a segunda noite a mais importante e a mais tumultuada da Semana, com uma conferência em que era negada a filiação do grupo modernista ao futurismo de Marinetti, mas defendia a integração da poesia com os tempos modernos, a liberdade de criação e, ao mesmo tempo a criação de uma arte genuinamente brasileira.

Em 1924, Menotti criou, junto com Cassiano Ricardo, Plínio Salgado e Guilherme de Almeida, o Movimento Verde e Amarelo, como reação ao tipo de nacionalismo defendido por Oswald de Andrade.

Fontes: BN e E-Biografias

 

9 de abr. de 2021

Boqueirão, 62 anos: Cidade das Águas, Terra das Rimas e Letras

A ABES, em parceria com o Bistrô Pizzaria e Burgueria, está levando poesia para casa de todos os Boqueirãoenses através do Delivery do Bistrô. Em meio aos dias incertos causados por uma pandemia a cerca de um ano, um pouco de poesia não faz mal a ninguém.

São dez poetas que escreveram sobre temas variados. Nas embalagens, você vai encontrar textos de Aparecida Farias, Jane Luiz Gomes, Marilãndia Pereira, Magna Vanuza, Mirtes Waleska Sulpino, Kléber Brito, Maxwell Dantas e Antônio Travassos Sarinho, Priscila Custódio e Monaliza Ventura.

Para quem gostou da novidade, aproveita e marca o Instagram da Flibo e da ABES e, também, dos nossos poetas que merecem todo o nosso reconhecimento.


A leitura na margem de erro, Por Lau Siqueira, Escritor

Acervo Lau Siqueira

Recentemente o Instituto Pró-Livro provocou reações hilárias na dita sociedade leitora da Paraíba. João Pessoa foi apontada na última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil como a capital brasileira que mais lê. Postei nas redes sociais o link da notícia e a reação foi imediata. O deboche foi grande. O fato foi tratado até mesmo como notícia falsa. Falsa, não. Fake, pois falsa é aquela pessoa que você pensava que conhecia. Todavia, o release se limitava a apresentar os dados da bendita pesquisa. Não me consta que as pessoas que duvidaram sejam negacionistas. Sobretudo porque fazem parte da estatística. Mesmo que não tenham sido alcançadas pelos pesquisadores. Mas não se apressem. Será que a capital da Paraíba está mesmo em primeiro lugar? Depende do ponto de vista. O instituto considera um amplo o conceito de leitura e afirma que 64% da população pessoense é considerada leitora. Por outro lado, Curitiba fica com 63%, Belém 61% e por aí vai. Portanto, para quem acha que a pesquisa é mesmo duvidosa solicito apenas que esqueçam o primeiro lugar. Estamos numa honrosa e generosa margem de erro.

Os índices de leitura no Brasil continuam frágeis. Especialmente na literatura. Como medir essa temperatura? Ora, temos analfabetos funcionais até mesmo nas universidades. Tu achas pouco? João Pessoa ou qualquer das capitais citadas entre as que mais leem estão longe de viver no paraíso do livro e da leitura. Mas não é possível negar que alguns avanços aconteceram. Especialmente nas últimas duas décadas. Ainda que esteja paralisado pela ação obscura do governo federal, temos um Plano Nacional do Livro e Leitura. Ou seja: uma régua e compasso para transformações profundas. Focos de resistência na defesa do livro e da leitura, nunca deixaram de existir mesmo nos rincões mais distantes. Cito como exemplo a pedagoga que coloca uma manta de rede na calçada, em São Bento, no Sertão da Paraíba, convidando os vizinhos para a leitura. ONGs como a Escola Viva Olho do Tempo contam com bibliotecas lindas espalhadas pelas periferias. É real a movimentação da feira de livros na FLIBO – Feira Literária de Boqueirão, cuja foto ilustra o texto. Concluo que em dez anos a FLIBO formou leitores. Vender livros no Cariri paraibano virou bom negócio. Existem movimentos naturais na sociedade. A História da Leitura no mundo é lenta. Apressadas, muitas vezes, são as conclusões acerca de algo tão delicado e complexo quanto esse tal Mundo Livro S/A.

AS FEIRAS LITERÁRIAS DA PARAÍBA, por Lau Siqueira, escritor

Já teve Salão do Livro na Paraíba. Já teve Bienal do Livro, também. Mas não se sustentaram. Apenas uma edição de cada. Foram produções basicamente governamentais e tiveram problemas. Grandes eventos, grandes problemas. Quem nunca? Mas todas as tentativas sempre são bem-vindas. Fica sempre a experiência e a certeza do caminho correto nas políticas públicas. O livro e a leitura têm impacto estruturante no desenvolvimento de uma cidade, um estado, um país. São ações estruturantes e motivadoras para a Educação. Aliás, investir em Educação significa, sobretudo, integrar as políticas educacionais no cotidiano da população. Existem outras, mas as feiras literárias são as grandes portas, as grandes travessias contra os conceitos de confinamento das cidades diante dos muros escolares. Se os ginásios são objeto de desejo, as bibliotecas escolares também podem ser.


A ABES - Associação Boqueirãoense de Escritores dá régua e compasso.

Em 2005 a FUNJOPE – Fundação Cultural de João Pessoa criou um departamento de literatura e em 2006 surgiu o Agosto das Letras. Um evento que trouxe para João Pessoa toda a cena literária contemporânea. Em 2011 foi transformada em Augusto das Letras e morreu sendo recuperada com outro formato pela FUNESC – Fundação Espaço Cultural. Eventos governamentais sempre possuem tempo determinado, entretanto. Aliás, isso me parece bem natural. É como se cumprissem mandato.

Mas fora do eixo as coisas andam melhor. Em 2009 um grupo de escritores e escritoras do Cariri decidiram quebrar esse paradigma. Em Boqueirão, Cidade das Águas, nasceu a I FLIBO – Feira Literária de Boqueirão. A Associação Boqueirãoense de Escritores dava um grande passo e se constituiria na maior referência paraibana em pouco tempo. Em 2019 tivemos a X FLIBO. Inspirada em Boqueirão, a simpática cidade de Barra de São Miguel também criou sua feira e a FLIBARRA hoje já é uma das mais importantes do Estado com um impacto importante na Educação e na Economia do município. De 2017 pra cá parece que houve uma explosão. As cidades, mesmo as menores, perceberam que poderiam realizar suas feiras literárias. Muitas vezes o trabalho de uma ou duas professoras em sala de aula eram o grande impulso.