27 de fev de 2010

28/02/2009 - 28/02/2010 - ABES: UM ANO DE ATUAÇÃO E REALIZAÇÕES

Boqueirão, 28 de fevereiro de 2009.

Saudações Literárias e Culturais,

Há um ano um grupo de entusiastas, amantes da prosa e poesia, fundaram a Associação Boqueirãoense de Escritores - ABES. Timidamente começaram a movimentar a cultura literária do município. Primeiro, veio o concurso literário, e a ABES tornou-se definitivamente conhecida, ganhou a cidade, as ruas, a Praça!

Muitas realizações, muitas conquistas. Uma parede poética, que fez-se grande e este ano se concretiza em livro: Coletânea dos Novos Poetas do Cariri Paraibano, que será lançada na 1ª FLIBO - Feira Literária de Boqueirão. Um projeto pioneiro no estado, e que com a ajuda dos que fomentam a cultura do nosso país, irá crescer e gerar bons frutos a cada ano.

ABES, primeira associação de escritores - ativa e atuante - da Paraíba.

Nós da ABES, só temos a agradecer àqueles que acreditaram em nosso trabalho, na nossa luta, na nossa teimosia e ousadia. Uma associação de escritores, não apenas para escritores, mas para quem acredita na transformação da sociedade através da leitura e do conhecimento que ela nos traz.

Parabéns à nós que fazemos a Associação Boqueirãoense de Escritores!

Mirtes Waleska Sulpino
Membro fundadora e Presidente da ABES
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Parahybano - IHGC
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Convite à cultura

Vamos despertar ó cidade!
O sol majestoso já está a postos
E o vento sopra ao nosso favor.

Vamos cantarolar pelas ruas,
ao som das bandas da cidade,
venham, vamos comemorar juntos
o aniversário da ABES!

Vamos recitar nossos poemas,
receber em roda de viola
os velhos poetas e ouvir deles
os poemas da vida, da nossa história;
de um passado que se não de escrita,
mas de viva memória!

Bora! Venham olhar o futuro que já chegou,
vislumbrar a nova cultura que se iniciou
e correr para o abraço fraterno,
ao poeta que ainda decifra as primeiras rimas,
desabrochando em seu interior.

Acolher jovens, meninos e meninas,
que perambulavam a procura de palavras
Sem caminhos, sem chão, em nenhuma direção;
com ricas ideias soltas num vasto campo de interação,
desperdiçados pela falta de oportunidade,
que, hoje, é promovida pela ABES.

"Novos poetas do Cariri paraibano":
ousadia, valentia, determinação!
É a cultura que escorria de nossas mãos,
que outrora era perdida no tempo;
e hoje, se eterniza em ação.

A ABES abrigou a poesia,
o conto, os cordéis,
a literatura como um todo,
e como o todo se fez grande!

Será a precursora das histórias mais lidas
por esses cariris à fora, Brasil de antes,
Paraíba de agora!
Que às gerações,
perpetuará nossa memória!

Magna Vanuza Farias Araújo
Sócia fundadora da ABES
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20 de fev de 2010

Shiley Vasconcelos e o "Fim do mundo"


Baseado numa história contada na roda de conversa de família, o "Fim do mundo" foi criado na intenção de promover uma leitura prazerosa, onde o leitor tem oportunidade de dar boas risadas com os personagens que se vêem no desespero quando pensam que o mundo irá acabar em apenas alguns segundos. Com medo de Deus não salvar suas almas começam a fazer engraçadas confidências pedindo perdão aos céus por tudo que de errado cometeram. Ilustração de Genaldo, artista plástico boqueirãoense.


O "Fim do mundo" é o primeiro cordel publicado por Shirley Vasconcelos em novembro de 2009.
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Poetisa Gêlda Moura lança cordel contando a história da ABES


Em seu folheto a autora relata como se deu a fundação da Associação Boqueirãoense de Escritores, em 28 de fevereiro de 2009, rimando versos com a história de quem queria propagar a poesia e a prosa.

"Quando alguém quer vencer
e sentindo a vida dar
faz como a Jane e a Mirtes
Que queriam propagar
os poemas que escreviam
para o povo do lugar"
(...)

"Foi assim que'las pensaram
em uma associação
pra reunir escritores
dessa nossa Boqueirão..."
(...)

"Porém enquanto não tinha
espaço pra reunião
a casa de Mirtes era
usada sem locação
Mirtes, muito obrigada
por sua compreensão"

"A garrafa de café
de jeito nenhum faltava
quando havia poetas
reunidos numa casa..."
(...)

"Nós formamos uma equipe
que parece mais família
um sempre ajudando o outro
sem ganância e sem cobiça
o "cafezim" acompanha
esses pequenos artistas"

"Quero que vocês conheçam
toda a equipe da ABES
da direção ao conselho
escritores da cidade..."

"Jane Luiz e Mirtes
Cleide e Aparecida
Marlene Pereira e Malcy
Paulina e Lúcia Batista
Paulo da Mata e Shirley
São pessoas de conquistas"

"Maxwell Fernandes
Gêlda Moura e outros mais
tem poetas e contistas
que chegaram nesse "cais"
tem também os cordelistas
artesãos e os demais"
(...)

"Deixo aqui um pedacinho
o começo de uma história
da nossa querida ABES
que agora se aprimora
aguardem próxima edição
o restinho dessa história"

Gêlda Moura
Poetisa Boqueirãoense
(outubro de 2009)
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5 de fev de 2010

Todas as cartas de amor...

Fernando Pessoa
(Poesias de Álvaro de Campos)

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21/10/1935

Ouça esse belíssimo poema na voz de Maria Bethânia

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10 bons livros para se comprar com até 10 Reais


1 - O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde;
2 - Juventude, de Joseph Conrad
3 - Sonetos para amar o amor, de Luiz Vaz Camões;
4 - O homem que sabia Javanês, de Lima Barreto
5 - Noite na Taverna, de Alvares de Azevedo
6 - O mandarim, de Eça de Queirós;
7 - Kaos, de Millor Fernandes;
8 - A festa no castelo, de Moacir Scliar;
9 - Autobiografia de um crápula, de Jeanette Roszas
10 - O poderoso Zé, de Luiz Antonio Aguiar

Ps.: Os valores, foram pesquisados na data da postagem, e como as vezes há promoção, eles podem se diferenciar.

Fonte: http://listasliterarias.blogspot.com
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A Lenda de Caturité em Literatura de Cordel


“A Lenda de Caturité”, folheto com 24 páginas, de autoria dos poetas Vanderley de Brito e Raimar Redoval de Melo, conta a lendária tragédia protagonizada por um chefe indígena Cariri, chamado Caturité, e sua bela filha Potira, que depois de uma aventurosa fuga do burgo de Carnoió, perseguidos pelos soldados do Capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo, se precipitaram do alto de uma montanha no Cariri paraibano em sinal de resistência à conquista de suas terras pelos portugueses.

A lenda é centenária remonta o período da interiorização da Paraíba e vem sendo contada oralmente por gerações para explicar o nome da montanha e do município de Caturité. Em fins do século XIX o historiador paraibano Irinêo Joffily publicou em três capítulos na Gazeta do Sertão de 11, 18 e 25 de janeiro de 1889 uma versão que lhe foi narrada por um ancião da região.

A versão que agora se apresenta em literatura de cordel, com 80 setilhas, rigorosamente metrificada em rimas soantes, é baseada no texto de Joffily, com acréscimos obtidos na história oral e em estudos etnográficos, históricos e geográficos mais atuais.

Esse trabalho de literatura popular é mais uma obra de resgate das tradições ameríndias que a Série Arqueológica de Literatura de Cordel, da Sociedade Paraibana de Arqueologia, e traz às letras poéticas a famosa lenda proto-histórica para ensinar, instigar e encantar o público leitor do gênero.

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